Mais de 26 mil eleitores só poderão votar nas presidenciais a 15 de Fevereiro

Mais de 26 mil eleitores só poderão votar nas presidenciais a 15 de Fevereiro
Este é um número que ainda poderá aumentar, dado que as assembleias de voto podem pedir adiamento da votação o próprio dia de eleições.

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Há 26.678 eleitores inscritos que apenas poderão votar na segunda volta das eleições presidenciais no próximo dia 15 de Fevereiro, depois de três autarquias terem optado pelo adiamento da votação devido à situação de calamidade nos seus territórios.

Os concelhos de Alcácer do Sal, Arruda dos Vinhos e Golegã já comunicaram formalmente à Comissão Nacional de Eleições (CNE) a impossibilidade de garantir a realização do acto eleitoral na data inicialmente prevista. A informação foi confirmada ao PÚBLICO pelo porta-voz da CNE, André Wemans e às 10h desta sexta-feira eram as únicas autarquias que o tinham feito.

Segundo o responsável, ainda não é claro se o adiamento abrangerá todas as assembleias de voto destes concelhos ou apenas as mais afectadas pelas condições excepcionais que levaram à declaração do estado de calamidade.

A primeira autarquia a informar a CNE foi a de Alcácer do Sal, liderada por Clarisse Campos (PS). Seguiram-se Arruda dos Vinhos, presidida por Carlos Alves (PS), e a Golegã, cujo presidente é António Camilo, eleito por um movimento independente.

Nos três concelhos abrangidos pelo adiamento estão inscritos 12.162 eleitores em Arruda dos Vinhos, 4.720 na Golegã e 9.796 em Alcácer do Sal, perfazendo um universo total de 26.678 eleitores. Destes, alguns poderão já ter exercido o direito de voto antecipado em mobilidade, mas não é possível determinar quantos, até porque, questionado pelo PÚBLICO, o Ministério da Administração Interna ainda não divulgou esses dados.

O número de eleitores inscritos para votar a 15 de Fevereiro ainda poderá aumentar, dado que as assembleias de voto podem pedir adiamento da votação no próprio dia de eleições.

Chegou a ser confirmado pela CNE que também Pombal tinha comunicado o adiamento da votação, mas tratava-se de um parecer da Comissão Municipal de Protecção Civil, "que manifestava [à Comissão Nacional de Eleições] a opinião de que não estavam reunidas condições para o acto eleitoral", explicou ao PÚBLICO a vice-presidente da Câmara Municipal de Pombal, Isabel Marto.

No entanto, a decisão não é desse órgão, mas do presidente da Câmara que, ao final do dia, ouviu as diferentes opiniões e tomou a decisão de não pedir o adiamento.

No conjunto da área afectada pela situação de calamidade (que inclui 68 municípios) estão inscritos 1.589.165 eleitores, o que corresponde a 14,4% do total do eleitorado nacional inscrito para as eleições presidenciais.

Contas feitas, os 26 mil eleitores que já viram a votação adiada para 15 de Fevereiro correspondem a 1,68% do universo de eleitores que está abrangido pela situação de calamidade devido aos efeitos das tempestades que têm afectado o país. com Ana Bacelar Begonha

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